A exoneração de Wallison Ramos continua repercutindo em Simões Filho e ganhou novos contornos após a divulgação de vídeos gravados pelo próprio ex-assessor na porta da Prefeitura.
Nas imagens, ele aparece exaltado, com uma viatura policial ao fundo, e afirma ter denunciado o prefeito Del Soares por um suposto esquema envolvendo “funcionários fantasmas”, sem apresentar provas públicas.
As declarações chamaram atenção, mas também abriram uma outra frente de questionamento: ao afirmar que teria feito parte desse suposto cenário, o próprio ex-assessor acaba levantando dúvidas sobre sua conduta e eventual responsabilidade nos fatos que relata.
O episódio também reacende discussões sobre o histórico de comportamento do ex-servidor, que já foi alvo de críticas por sua atuação em ambientes digitais, marcada por confrontos e ataques verbais a políticos, jornalistas e outros atores públicos.
Em círculos políticos e entre observadores locais, Wallison é frequentemente apontado como ligado a um grupo de militância digital mais agressiva, muitas vezes chamado de “gabinete do ódio” — termo usado por críticos para descrever práticas de ataques sistemáticos a adversários.
O comportamento recente, com gravações em tom de confronto em frente à sede administrativa do município, é visto por interlocutores como mais um episódio que reforça esse padrão.
Do ponto de vista jurídico, especialistas destacam que situações envolvendo eventual recebimento de recursos públicos sem a devida prestação de serviço, caso comprovadas, podem gerar consequências legais, incluindo devolução de valores e outras medidas, sempre dependendo de apuração formal pelos órgãos competentes.
Até o momento, não há confirmação oficial das acusações feitas nos vídeos, e o caso permanece no campo das declarações públicas, com expectativa por esclarecimentos formais baseados em provas.





