A possível entrada em tempo integral de Rui Costa na eleição baiana tem gerado preocupação entre aliados de ACM Neto.
Nos bastidores, a avaliação é de que o ex-governador reúne características consideradas decisivas em período eleitoral, como domínio da máquina pública e capacidade de pautar o debate político.
Nos últimos dias, Rui voltou ao centro das discussões ao criticar adversários e defender números de sua gestão, especialmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.
Dentro do grupo oposicionista, há o entendimento de que ele consegue reagir rapidamente a ataques e sustentar o confronto político com dados e comparações de gestão.
A força política atribuída a Rui também está ligada ao seu papel estratégico desde o início dos governos do PT na Bahia, ainda na gestão de Jaques Wagner, quando passou a atuar diretamente na coordenação administrativa do estado.
Esse histórico consolidou sua imagem como um dos principais articuladores políticos do grupo governista, com forte influência nos bastidores e na formulação de políticas públicas.
A expectativa é que, a partir desta sexta-feira, Rui deixe suas funções ministeriais e passe a atuar integralmente na campanha ao Senado e na reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.
No campo de ACM Neto, o receio é de que a presença constante de Rui na disputa aumente a pressão sobre a oposição, especialmente diante do alto índice de aprovação que ele mantém no estado.
Com isso, o cenário eleitoral na Bahia tende a ganhar novos contornos, com uma disputa mais intensa e polarizada nos próximos meses.





