Simões Filho: A Cidade com dois prefeitos na Bahia

A troca de comando em Simões Filho continua gerando dúvidas sobre quem realmente está à frente das decisões políticas no município. Mesmo com a posse do atual prefeito, Devaldo Soares, conhecido como Del, ainda predomina a percepção de continuidade administrativa, marcada pela influência do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha, nos bastidores.

A gestão atual enfrenta o desafio de construir uma identidade própria, o que tem provocado questionamentos da população quanto à direção adotada. A ausência de ações mais concretas e perceptíveis reforça a sensação de que poucas mudanças ocorreram na prática.

Esse debate ganhou novo fôlego durante a Copa CIA, ocasião em que Dinha voltou a aparecer publicamente ao lado do prefeito, sendo recebido com apoio por parte do público — um indicativo de que sua força política permanece ativa na cidade.

Enquanto isso, problemas estruturais seguem sem solução. A área da saúde, por exemplo, continua sendo alvo de críticas frequentes, com relatos de falhas no atendimento e na oferta de serviços, aumentando a insatisfação popular.

Apesar do crescimento na arrecadação municipal nos últimos anos, impulsionado pela chegada de grandes empresas, a população não percebe avanços proporcionais. A avaliação recorrente é de que os recursos aumentaram, mas os resultados não acompanham esse ritmo.

Além disso, há cobranças relacionadas a obras que estão paradas, atrasadas ou nem sequer foram iniciadas, o que intensifica a pressão por entregas mais efetivas da gestão.

Diante desse cenário, Simões Filho aparenta viver uma transição ainda incompleta, em que a influência do passado segue presente, enquanto o futuro permanece cercado de incertezas.

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